29 de abril de 2010

Savassi festival 2010

O Savassi Festival é um festival de jazz e música instrumental realizado anualmente desde 2003 pelo Café com Letras no espaço público. O Festival se destaca como o maior festival de jazz do Brasil em termos de público e obtém maior repercussão na mídia a cada edição.

Confira abaixo os projetos que compõe o Savassi Festival 2010:

Planejando o Savassi Festival

Seminário de apresentação e desenvolvimento do planejamento e gestão do Savassi Festival. Destinado a estudantes e profissionais de gestão cultural.
29, 30 e 31 de março

Workshops do Jazz

Ação de fomento profissional e intercâmbio. Voltada para professores e alunos de música.

Jazz para Todos

Programa de bolsas para talentos que não têm condições econômicas de investirem na carreira.

Novos Talentos do Jazz

Concurso de seleção de bandas para o festival. Estimula a formação e o desenvolvimento de novas bandas de jazz.
Inscrições: 02 de março a 10 de abril

Jazzy

Concurso de DJs. Amplia o leque estético do festival ao abrir oportunidade de participação.
Inscrições: até o dia 8 de maio.

Fotografe o Jazz

Concurso de fotografia e exposição com os vencedores. Engaja criativamente o público a documentar as atividades realizadas no festival.

Jazz Clube

Shows de jazz em teatro, bares, cafés e shopping centres. Amplia a oferta musical e fortalece a cena jazzística local.
28 a 31 de julho

Savassi Fringe

Shows realizados nas ruas da região ao longo do evento, sem o formato de festival. Busca integrar o jazz ao cotidiano da população.
29, 30 e 31 de julho

Savassi Festival 2010: Jazz & Lounge

Festival de jazz e de DJs ao ar livre, com cinco palcos e cinco quarteirões de área.
01 de agosto.

27 de abril de 2010

Rock no Parque dias 01 e 02 de maio em Belo Horizonte

No fim de semana dos dias 1 e 2 de maio o Parque Ecológico do bairro Cidade Nova, região nordeste da capital, abriga a segunda edição do Rock no Parque. Consideravelmente maior que a versão anterior (em 2009 aconteceu em um dia com três bandas) o evento mantém o foco na nova produção autoral mineira, com oito atrações, além do viés beneficente - a entrada será mediante 1 kg de alimento não perecível – e ecológico, deixando de lado os panfletos de papel para apostar em uma divulgação virtual.

O festival acontece num momento em que se discute política cultural como nunca na cidade. Assuntos como associações de classe, apoio privado, cessão de espaços públicos, relação poder público versus artistas, editais e produção independente estão bastante em voga e o Rock no Parque surge emblemático, na medida em que acontece em um parque público e sem patrocínio, como fruto da união das bandas. Reflete acima de tudo, a qualidade e diversidade do rock mineiro do momento e a crescente estruturação das bandas, de promissoras carreiras.

SÁBADO, 1 DE MAIO, DE 12H ÁS 18H:

4 Instrumental www.myspace.com/4instrumental
Um som que parece ilustrar a beleza da cidade natal da banda, a histórica Sabará. Se destacando na efervescente cena rock instrumental no país, o 4 se prepara para um show na Virada Cultural Paulista.

Ram www.myspace.com/bandaram
Encontrando um elo entro o noisy sound e as raízes da música negra americana, o Ram imprime feeling e espontaneidade de sobra em seus shows. Essas características, somadas às infinitas possibilidades de estúdio, estarão presentes no álbum de estréia da banda, em fase de finalização.

Tempo Plástico www.myspace.com/tempoplastico
Além da psicodelia hard, o Tempo Plástico chama atenção pela atitude “do it yourself”, com cd independente rodando, shows surpresas na rua e um selo próprio, o Queijo Elétrico, responsável pela webTV Queijo (www.queijoeletrico.com.br/tv), entre outras manobras.

The Junkie Dogs www.myspace.com/thejunkiedogs
Sob a produção de DaniHell (Digitaria) o Junkie Dogs tem no currículo participação em festivais como o Outro Rock 2009. Em breve seu glam selvagem de elaborados e pesados arranjos será apresentado no primeiro disco do grupo, que está sendo gravado.

DOMINGO, 2 DE MAIO, DE 12H ÁS 18H:

Modz www.myspace.com/bandamodz
Inserido na forte cena rock indie, o Modz começa a rodar os festivais locais, apresentando as canções de seu Ep, recém lançado.

Quase Coadjuvante www.myspace.com/quasecoadjuvante
Responsável em 2009 pelo EP Tributo ao que ainda está por vir, bastante elogiado em blogs especializados, o trio destila seu denso e lírico rock em apresentações cada vez mais comentadas.

Manolos Funk www.myspace.com/manolosfunk
A militância do Manolos Funk vem fortalecendo a cena musical de Vespasiano, região metropolitana de BH. Seu rock dançante pode ser conferido no Ep, de produção artesanal, disponível nos locais pelos quais a banda passa, como o festival Jambolada, onde se apresentaram em 2009.

Séphora
De formação nova, o Séphora está no momento produzindo suas primeiras composições. A banda costuma ser seguida por um público cativo em seus shows, recheados de hard rock de inspiração setentista.

Rock no Parque volume II

- 1 de maio, sábado, de 12h às 18h: Ram, The Junkie Dogs, Tempo Plástico e 4 Instrumental

- 2 de maio, domingo, de 12h às 18h: Manolos Funk, Quase Coadjuvante, Modz e Séphora

Parque Ecológico e Cultural da Cidade Nova Av. José Cândido da Silveira, Av. Júlio Otaviano Ferreira e Rua Deputado Bernardino de Sena, 1.022

Entrada perto do ponto final da linha 9410, atrás do colégio Modesta Cravo.

Ônibus: 3501A , 3501B , 5502A , 5502B , 5502C , 5503A , 5503B , 5523A , 821 , 822 , 823, 5523A , 9550

25 de abril de 2010

2º Eventão na Praça da Estação: Participe da programação!


Dia 8 de maio, sábado. Um encontro lúdico-festivo-político num local onde atualmente é proibido ter eventos de qualquer natureza.

Vídeos, debates, oficinas, música, teatro, exposição de materiais... Proponha a sua atividade e participe da programação! Envie sua proposta para pracalivrebh@gmail.com.

As reuniões de articulação estão acontecendo às 4ª feiras, 19hrs, na Praça da Estação. Outros assuntos também são discutidos.
Mais informações:
Praça Livre BH
eventao.wikispaces.com
twitter.com/pracalivrebh
pracalivrebh@gmail.com

20 de abril de 2010

ESPECIAL FÓRCEPS - Cobertura Conexão Vivo - 10 anos

18/04 ( 4º DIA) - Parque Municipal
Texto por Paim/Fotos por Paula Bainha

O Burro Morto começa a “Invasão Paraíba” no domingo no parque. Daqui a pouco explico. A psicodelia contemporânea do grupo instrumental foi chamado por alguns da platéia de “meio lounge” mas talvez fosse o final de domingo. Se fosse de manhã o parque ficaria ainda mais colorido.
A apresentação de Indiada Magneto com Érika Machado, Cecília Silveira, Deco Lima, Proa, Vulgari, Leopoldo Curi, Flávio Lima e Naíssa Rajão foi interessante não só por proporcionar um panorama da boa e nova música produzida na capital mineira, mas também por um certo ponto de vista: assistimos ali a história de um músico e produtor competente, dono de belo currículo e vimos o quanto sua música e concerto são influenciados pelas pessoas e artistas com quem ele trabalhou. Não sabemos onde Daniel Saveedra quer chegar com o Indiada, mas uma apresentação com a de domingo nos mostra que ele (desconhecido de vários da platéia) e os artistas que o acompanharam no palco já estão, entre eles, em algum lugar.
A cozinha da banda de Gilvan de Oliveira deixa um espaço hamônico vazio pra que ele se contorça, faça uma careta pra platéia, quase feche os olhos e, em êxtase, pince na sua semi acústica um acorde com sétima daqueeeles...e o mar de timbres perpetua-se lento. Entre indas e vindas dos palcos, cerveja, danças e festa, o público naturalmente disperso de um festival como o Conexão teria dificuldade pra absorver um blues-samba-jazz do violonista mineiro. Mas esse acorde com sétima e todo o feeling que o envolveu puxa imediatamente qualquer espectador para esse universo em que cada lenta nota é gigante em sua posição e saboreada com muitas mastigadas. O mestre Paulo Moura e sua clarineta cortam os acordes de Gilvan para violão e sopro se encontrarem no fim. No fundo, aparece o mostro da bateria Neném, junto com uma vontade de Jimi Hendrix estar vivo para propor um “Neném convida”. Assim como cada nota em seu lugar, o show de Gilvan e sua espetacular banda foi, para o festival, tão bem colocada quanto necessária.
Então aparece o Cabruêra. A frenética performance do vocalista Artur é parte fundamental na retórica da “Invasão Paraíba”. Lembra? Pois é! Folias são entoadas pelo público, que, liderado por Artur, dança em roda ao final da apresentação enquanto a banda, numa jam drum & bass/ funkeada nos remete a uma visão renovada no Mangue Beat, que é uma visão renovada do Tropicalismo, que é uma visão renovada da Antropofagia modernista.....
momentos de ska com solo de “violão tocado com caneta bic como se fosse uma rabeca” ampliam o espetáculo. Fazer o quê ao fim do show? Procurar o cd do Cabruêra. E ao comprá-lo você ganha o quê? Uma coletânea de artistas paraibanos tipo exportação. Invasão consumada, cidade conquistada.




Pra terminar, o Zé da Guiomar e o Baque Trovão apelaram para a fórmula acertada de um fim de noite em Belo Horizonte, cidade onde o samba e os ritmos afro-brasileiros são absurdamente cultuados: botar o povo pra chacoalhar. E assim, o Conexão manteve o caráter festa numa noite com tanta música até então inédita para os belorizontinos.


Especial Fórceps - Mais cobertura Conexão Vivo - 10 anos

O Coletivo Fórceps enviou ao Conexão Vivo dois representantes para conferirem os shows de sábado. Veja logo abaixo o relato de Paim sobre a noite.



17/04 (3º DIA) - Parque Municipal
Texto por Paim

Com Babilak Bah e Chico Corrêa, começou o primeiro sábado do Conexão 2010. Ainda não tão cheio como os sábados das edições anteriores, a noite que tinha a banda Eddie como a principal atração, se iniciou com a surpreendente perfeita fusão do percussionista mineiro que tira som de enxada com o paraibano que faz côco eletrônico. Ritmo é ritmo.

Em seguida, Rômulo Fróes destila sua “nova fase” acompanhado de uma banda mais roqueira que a anterior. O show de Fróes e as mais de 33 canções de No chão sem o chão o apontam como um dos compositores retratos da atual geração da MPB: engajado, não necessariamente político (a política talvez esteja na estética), militante até demais pela música brasileira e sem nenhuma bandeira anti ou reverente a qualquer geração ou corrente musical.





Em seguida, Flávio Henrique carrega para o palco uma geração de artistas mineiros e à medida em que soltam suas canções percebemos o quanto estamos mais dentro dela do que achamos. Flávio e Pedro Morais, Juliana Perdigão, Thiago Delegado, Warley Henrique, Mariana Nunes, Kadu Vianna, Elisa Paraiso, Lucas e Vitor Santana têm suas composições cantadas por vários dos presentes e celebramos assim o mérito da MPB mineira, acima de outros estilos do Estado. Mais talento? Talvez não. Mais profissionalismo.
Chega o Eddie e a casa viria abaixo se estivéssemos em uma casa. O rock marchinha da banda pernambucana transforma a grama do parque em um carnaval (inferno) e o sucesso da banda funciona como uma injeção ânimo nos iniciantes da cena rock. O Eddie tem vinte anos de estrada e sua música nunca foi tão aclamada. Conversas como “à frente do tempo”, “lugar certo, hora certa” e “fortalecimento da cena musical recifense” vêm à cabeça. Não só a música do grupo é contagiante mas também sua história e seu reconhecimento.



Em breve estará disponível o podcast Fórceps Especial com a cobertura do Conexão Vivo 2010 pelo Conector.

Fórceps lança mais um festival

A primeira edição do festival Real Instrumental acontece neste sábado (24) a partir das 18 horas em Sabará reunindo alguns dos nomes que vêm se destacando na nova cena da música instrumental brasileira. Além dos mineiros do 4instrumental (Sabará), Iconlini (BH) e Dibigode (BH), o festival contará também com os acreanos do Caldo de Piaba, que estão em turnê pelo Estado.

Promovido pelo Instituto Cultural Fórceps, o Real Instrumental circulará pelas cidades que fazem parte da Estrada Real promovendo a integração entre esse circuito histórico e a produção instrumental recente que vem se destacando no país, criando um diálogo entre o novo e o antigo. Para intensificar a proposta todos os shows serão realizados em pontos históricos das cidades sem o uso de palco, estabelecendo um contato direto entre os músicos e o público, que ficará livre para circular ao redor do espetáculo. Em Sabará o Real Instrumental será gratuito, realizado na praça Melo Viana no centro histórico da cidade, em frente à igreja Nossa Senhora do Rosário, uma obra inacabada do século XVIII.

Sobre as bandas

Caldo de Piaba

Formado no final de 2008, o Caldo de Piaba é um projeto idealizado por amigos que tem em comum o gosto pela mistura de ritmos e a vontade de experimentar com a música instrumental. Além das composições próprias, são apresentadas releituras de canções populares. Nesse consistente caldo quem conduz a melodia é a guitarra (como na lambada e na guitarrada paraense) que se encontra com a bateria e o baixo inspirados no funk, no ska e no samba-rock. Isso tudo misturado com um toque de psicodelia, com uma certa liberdade de improviso, e com o que mais for surgindo. Esse é o pano de fundo das composições do Caldo de Piaba que vem conquistando seu espaço no cenário da música acreana. Em um ano de trajetória, a banda já rodou o interior do Acre a bordo de uma Kombi levando seu show para praças e coretos. Se apresentou também em festivais independentes como o Varadouro (Rio Branco-AC), Grito Rock (Acre, Alagoas e Bahia), Calango (Cuiabá-MT), Rec Beat (Recife-PE) e Mostra Instrumental Contemporânea (Rio de Janeiro).

Iconilli

Iconilli é uma banda instrumental que tem como base o rock, além de referências como jazz e música africana. A banda é formada por cinco músicos que utilizam diversos instrumentos, entre eles sax, theremin, orgão, flauta e metalofone. A composição gerada pela estrutura de rock e timbres antigos geram uma atmosfera geométrica e uma métrica recortada.

4instrumental

O 4instrumental nasceu em Sabará no começo de 2008 e desde então a banda já circulou por várias cidades de Minas Gerais e se apresentou em festivais importantes como o Jambolada (Uberlândia/MG), Primeiro Campeonato Mineiro de Surf (BH/MG), Marreco (Patos de Minas/MG), Arena Livre (Vespasiano), Escambo (Sabará), além de realizar shows nas edições do festival Grito Rock nas cidades de Sabará, BH, Montes Claros, Divinópolis e Guaxupé. Atualmente o grupo está com vários shows agendados, entre eles a Virada Cultural (SP) e o festival Calango (MT).

Com influências que vão desde a música instrumental brasileira até o rock inglês contemporâneo, o 4instrumental tem se destacado pelo som expressivo e pela habilidade técnica de seus integrantes. Para 2010, o grupo prepara o lançamento de seu primeiro CD e a realização dos primeiros shows fora de Minas Gerais.

DiBigode

Banda formada em Belo Horizonte por cinco músicos arrojados que produzem um som audaz marcados pela característica arrebatadora das melodias e intensidade dos solos. Apesar do pouco tempo de carreira o grupo já possui um público fiel e vem se apresentando constantemente em Belo Horizonte.


Serviço
Real Instrumental
Data: 24/04
Local: Praça Melo Viana, Centro histórica de Sabará-MG
Horário: A partir das 17h
Preço: Gratuito